sábado, 18 de novembro de 2017

VOZ DA TRIDIMENSIONALIDADE

Objetivo é construir o percurso muscular para a ação vocal, estabelecer a estrutura corporal necessária para potencializar a voz enquanto meio de expressão corporal. Voz também é corpo, ou seja, ela é uma extensão deste que se apoia na respiração, na musculatura e no sistema ósseo. Estrutura corporal é nosso ponto de partida, deixando-se de lado, a princípio, o trabalho com a voz.  Vamos trabalhar um corpo tridimensional, equilíbrio precário, enraizamento, dinamização da energia através do movimento, impulsos, vibração, memória muscular. Esses elementos estão ligados ao trabalho pratico do ator, precisam ser vivenciados primeiramente pelo corpo para depois serem compreendidos e sistematizados intelectualmente.
Os exercícios de tridimensionalidade objetivam a projeção das partes do corpo para direções distintas do espaço. O equilíbrio precário trabalha com o deslocamento do eixo do corpo para uma situação de desequilíbrio, fazendo o ator encontrar novas maneiras de utilizar seu corpo, o enraizamento amplia a base do corpo: pés, pernas e bacia.

http://dicateatro.blogspot.com.br

Eis abaixo algumas dicas de como trabalhar o corpo para começar exercer a voz da tridimensionalidade.
Lembre-se que as pessoas vão querer assistir atores ou bailarinos morrendo tecnicamente em palco, não querem saber se você está machucado, quem assistir a um lindo espetáculo, por isso a voz da tridimensionalidade ira te ajudar nessa empreitada.

1-SHI, SHI;
Sente-se no chão, ponha as duas pernas pro mesmo lado,e troque de posição sem o apoio das mãos. a cada troca se pronuncia o som de "SHI".
Após essa sequencia, chuta-se o ar e faz o SHI,SHI.
Realize cada movimento por no mínimo 1 minuto.
 


 2- BORBOLETA;
Esse é inimigo de muita gente, mas é um dos mais precisos no alongamento das coxas.
sente-se, junte os pés e bata as "asas da borboleta" sem parar, enquanto isso vamos pondo uma mão de cada vez à frente ( o máximo que puder sempre), para cima como se uma corda o puxasse, e por fim as duas no chão atrás de você.(lembrando que o movimento da borboleta nunca para)


3 - ESPREGUIÇAMENTO;
Essa é perfeita!
 Deite-se e espreguice-se!
Agora comece a fazer mudanças no tempo, acelere gradativamente, diminua o ritmo deixando em câmera lenta; troque os ponto de apoio( pés, mãos, bumbum, cabeça, joelhos, ombros) use apenas um, depois use dois pontos, depois use três pontos e vai aumentando. Sempre gerando movimentos.


4 - RAIZ;
Todos andam preechendo espaço, até alguem dar a ordem de parar, (como se fosse a brincadeira de estatua), a diferença é que a pessoa que estará aplicando o exercicio forçará varias partes do corpo e a pessoa terá de aplicar força inversa ao do aplicador.
Ex: se eu empurrar o braço para a frente a pessoa forçará o braço para trás sem sair da estátua.
Faça isso mudando a velocidade do preenchimento de espaço.


5 - DOR;
Se acalme pois a dor nas artes é nossa amiga distante ( né galera do ballet?)
É bem simples, ficar 15 minutos em uma perna só sem encostar no chão ou se apoiar em alguma coisa,faça isso com as duas pernas.

Objetivo é criar resistência corporal.

6 - DOR DE 20;
ficar  em uma perna só, sem encostar no chão ou se apoiar em alguma coisa, e ao som de tambores gere movimentos, caso caia tente cair sem o apoio das mãos, ao se levantar use os cotovelos, faça isso com as duas pernas.
Objetivo é criar resistência corporal e criação de ritmo continuo.


7- PEGA-PEGA
É isso mesmo a tradicional brincadeira do pega-pega, corre se for pego congela e só sai se passar por baixo das pernas do congelado.
Legal né? 


8 - FLEXA
Lembra do movimento que o corpo sempre vai gerar?
São estes mesmos movimentos, usando todos os planos (baixo, médio e alto), todas as velocidades (limitamos a 5 velocidades iniciais, mas pode ir até10 se aguentarem), e ao parar prepara-se para lançar toda a energia do corpo através de algum do corpo que o aplicador gritará tipo: BRAÇO ( ai lança a energia pelo braço em qualquer direção), e vai falando todas as parte que queira exercitar.

9 - CORRIDA DE CONFIANÇA
Essa é a mais facíl e a mais complicada ao mesmo tempo.
O aplicador fica a uma distancia da fila indiana que a equipe formará e só fechar os olhos mesmo e correr em direção ao aplicador.


10 - 20, 20
 Aqui você poderá aplicar tudo o que aprendeu nesse modulo, velocidade, planos, sentir a terra, o vento,o calor, o frio, todos os seus membros em continuo movimento, de preferência ao som de tambores, pois assim poderá diminuir ou acelerar o ritmo das batidas, congele, ocupe espaço enquanto recita falas de seus personagem preferidos,sempre em bom som, lembrando de usar o nosso velho amigo diafragma.
A técnica do 20,20 é pra levar você a exaustão, se isso não acontecer você simplesmente perdeu seu tempo e não levou a serio o exercício.




domingo, 3 de setembro de 2017

Cias, grupos e coletivos parceiros






Grupo Sol da Justiça

Apresentação realizada na IV MAC - Mostra de Artes Cristâs 2019
Este grupo é da Igreja Evangélica Deus é Espirito Cong. do Catolé - Ce
Contato: (85) 99158-7399

Coletivo Brado




Conheça o Coletivo BRADO, e seu espetáculo musical: "O  JOGO DA VELHA".
Para mais contatos entre no link da pagina do Facebook que aparece no vídeo.


Grupo Mensageiros de Cristo



Conheça a pantomima EVANGELHO PESSOAL. Este grupo é da Igreja Evangélica Pentecostal Unção de Deus.
Contato: (85) 99187-2307
https://www.youtube.com/channel/UCYDF8R2T6pJQp9m4E1QyzKQ

sábado, 19 de agosto de 2017

Coreografias

Apresentação realizada no DIP (Dia da Igreja Perseguida) 2017
Coreografia: Efésios (Fernanda Brum)

Apresentação realizada em impactos de Rua 2018
Coreografia: Canto de Sião (Renacer Prayse)




domingo, 26 de março de 2017

TEATRO DO OPRIMIDO



1. DEFINIÇÃO


É um método teatral que reúne exercícios, jogos e técnicas teatrais. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatral, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade. O teatro aliado a ação social.

O “TO, pretende transformar o espectador, em sujeito atuante, transformador da ação dramática que lhe é apresentada, de forma que ele mesmo, espectador, passe a protagonista e transformador da ação dramática. 

2. O TEATROLÓGO AUGUSTO BOAL

Augusto Pinto Boal, nasceu em 16/03/1931 no Rio de Janeiro e faleceu em 02/05/2009, aos 78 anos. Além do criador do TO, era dramaturgo, diretor e teórico de teatro, uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Dirigiu centros de teatro na França e no RJ. Concluiu o curso de química na Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, em 1950; Em Nova York, estuda teatro na Universidade de Columbia. Cursa direção e dramaturgia, tendo John Gassner (importante crítico do século XX e historiador do teatro norte-americano) como um de seus mestres.
                                                        AUGUSTO BOAL




3. HISTORICIDADE

O TO destaca-se com maior força durante a ditadura militar (1964-1985) que reprimiu com maior força a voz do povo e de seus representantes, nos diferentes âmbitos sociais, Boal aliou-se a educadores e intelectuais da América Latina, dispostos a desenvolverem uma tomada de consciência dos oprimidos, a começar pelo projeto de alfabetização (ALFIN) no Peru, na década de setenta, cuja concepção metodológica era inspirada na pedagogia do oprimido de Paulo Freire.
Ele buscava sempre lutar contra todas as formas de opressão, desenvolvendo na sua luta a favor dos explorados e oprimidos, um teatro de cunho político, libertário e transformador.

4. PRINCIPAIS FORMAS/TÉCNICAS
O Teatro-Jornal foi uma resposta estética à censura imposta, no Brasil, no início dos anos 70, pelos militares, para escamotearem conteúdos, inventarem verdades e iludirem. Nesta técnica, encena-se o que se perdeu nas entrelinhas das notícias censuradas, criando imagens que revelam silêncios.

Criada em 1971, no Teatro de Arena de São Paulo, esta técnica foi muito utilizada na época da ditadura militar brasileira, para revelar informações distorcidas pelos jornais da época, todos sob censura oficial. Ainda hoje é usada para explicitar as manipulações utilizadas pelos meios de comunicação.
   No Teatro-Imagem, a encenação baseia-se nas linguagens não-verbais. Essa foi uma saída encontrada por Boal para trabalhar com indígenas, no Chile, de etnias distintas com línguas maternas diversas, que participavam de um programa de alfabetização e precisavam se comunicar entre si. Esta técnica teatral transforma questões, problemas e sentimentos em imagens concretas.
A partir da leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos fatos representados na imagem, que é real enquanto imagem. A imagem é uma realidade existente sendo, ao mesmo tempo, a representação de uma realidade vivenciada.

A dramaturgia simultânea era uma espécie de tradução feita por artistas sobre os problemas vividos pelo povo. Aí nasceu o Teatro-Fórum, onde a barreira entre palco e platéia é destruída e o Diálogo implementado. Produz-se uma encenação baseada em fatos reais, na qual personagens oprimidos e opressores entram em conflito, de forma clara e objetiva, na defesa de seus desejos e interesses.
No confronto, o oprimido fracassa e o público é estimulado, pelo Curinga (o facilitador do Teatro do Oprimido), a entrar em cena, substituir o protagonista (o oprimido) e buscar alternativas para o problema encenado.
O “Teatro Invisível”, cuja proposta é a representação de uma cena diante de pessoas que não sabem que estão sendo espectadoras da ação dramática, e precisa acontecer num ambiente diferente do teatral, o mais dentro do cotidiano das pessoas. Para esta forma de apresentação é preciso a preparação de um roteiro de improvisação, onde já se ensaie a possível interferência do espectador no ato estético coletivo.
Cabe aos atores prolongarem a discussão dos espectadores a respeito do tema abordado na cena, de forma que outros “atores anônimos” se insiram no contexto e reafirme a veracidade da ação para o espectador, que neste momento já passa a ser protagonista da ação teatral proposta. É imprescindível o caráter invisível dos atores para que os espec-atores atuem com liberdade.





5. PRINCIPAIS OBRAS


ü   Ratos e Homens, de John Steinbeck (1956)
1ª Direção/ 1°Prêmio da Assoc. Paulista de Críticos de Artes - APCA, como revelação de diretor.
ü   Marido Magro, Mulher Chata, (1957)
ü   A Farsa da Esposa Perfeita (1959)
ü   Revolução na América do Sul (1960)
ü   O Testamento do Cangaceiro (1961)
ü   Mandrágora (1962)
Muito apreciado por seus valores estéticos: a boa carpintaria dramática, "o frescor da interpretação, maliciosa, irônica, positiva na sua mensagem".
“O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam"




Assistam a baixo um documentário do Canal do Rafael Campos
https://www.youtube.com/channel/UCtVkssSdqqnanotqYJnPZJQ