CARTA À IGREJA
Por Janaílson Oliverson
Minha amada,
começo lhe dizendo que não a esqueci, os meus olhos estão sobre você, não
consigo passar um dia sem que meu coração e minhas marcas, pulsem por ti. Por falar
nelas, todas as vezes que as vejo, lembro de você e me dar uma vontade de ver a nossa união
acontecer, mas logo percebo como você está dividida, choro e me preocupo, pois
estou às portas e você perdida.
Minha amada onde
estão seus braços?
Onde estão seus
pés?
Não foi assim que
sonhei encontrá-la!
Onde está o amor
que se assemelhava ao meu?
Quando você
escolhe a quem amar, você me dar uma chibatada com osso de carneiro e prego nas
pontas, como naquele dia, pois eu não faço acepção de pessoas.
Quando você nega o perdão a quem lhe fere, você crava minhas mãos no madeiro de novo, como
naquele dia.
Quando você
rejeita aos que com sede vem a mim e recrimina, a ponto de forçar a
mudança humana brutal, sem dar tempo do meu amor fazer isso, uma coroa
perfura meu crânio, como naquele dia, pois eu digo: vinde a mim.
Eu sempre tenho
mais para te dar, abundantemente, e eu pergunto: Que pressa é essa? Esqueceu?
Busque o meu reino, deixa que o resto eu faço, eu cuido, eu trago.
Será que hoje você
pode me amar, acima das campanhas, do poder (que é meu), acima dos títulos, acima
da sua placa denominacional e da religião, se conseguir isso o meu amor estar
em vós e o seu amor em mim.
Te espero meu amor,
com amor seu noivo.
Jesus Cristo
Trecho da peça: "CORPO"


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